quarta-feira, 11 de março de 2009

NÍVEIS DE LINGUAGEM/MODALIDADES LINGUÍSTICAS/VARIANTES DA LINGUAGEM

LINGUAGEM é a faculdade que o homem tem de expressão e comunicação por meio da fala, da escrita, dos gestos, etc.
Cada povo exerce essa capacidade através de um determinado código linguístico, isto é, utilizando um sistema de signos distintos e significativos denominado LÍNGUA ou IDIOMA. A língua é, por excelência, o veículo do conhecimento humano e a base do patrimônio cultural de um povo.
A utilização da língua pelo indivíduo denomina-se FALA. Esta surge da necessidade humana de comunicar-se.
A comunicação linguística, ou seja, a linguagem se realiza através de expressão oral ou escrita. A língua, por não ser imutável, apresenta vários NÍVEIS, VARIANTES ou MODALIDADES, pois está sujeita ao tempo, espaço geográfico, emissor, receptor, destinatário, escolaridade, profissão, assunto, ambiente, etc.

1. Linguagem Comum: é a língua-padrão do país, aceita pelo povo e imposta pelo uso.

2. Linguagem Regional: é a língua comum, porém com tonalidades regionais na fonética e no vocábulo, sem, no entanto, quebrar a estrutura comum. Quando se quebrar essa estrutura, aparecerão os dialetos. Antenor Nascentes, em seu livro O idioma Nacional, admite a existência de quatro subdialetos no Brasil(na classificação Língua Regional): o nortista, o fluminense, o sertanejo e o sulista. O linguajar de uma região, com seus modismos e peculiaridades, é frequentemente retratado pelos escritores regionalistas em suas obras. Veja alguns exemplos de vocábulos empregados em diferentes regiões do Brasil: aipim, mandioca ou macaxeira; bergamota ou tangerina, mosquito ou pernilongo; torrada ou misto-quente; roça, lavoura ou campo; menino, guri, piá ou rapazola.

(De acordo com as diferenças socioculturais, temos as Linguagens: Culta ou Formal, Coloquial ou Informal, Popular ou Vulgar.)

3. Linguagem Culta ou Formal: é a usada pelas pessoas instruídas, orienta-se pelos preceitos da gramática normativa e caracteriza-se pela correção e riqueza vocabular. É a modalidade empregada nos discursos, nos documentos oficiais, na legislação, nos livros didáticos, na correspondência comercial, na ficção etc. Porém, esse tipo de expressão vêm apresentando modificações, geralmente introduzidas pelos meios de comunicação. Exemplo: Declaração Universal dos Direitos Humanos - Artigo III -“Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal..”

4. Linguagem Coloquial ou Informal: é a linguagem do dia-a-dia, usada em família, entre amigos, nos meios de comunicação, em mensagens publicitárias, em crônicas, etc. É a fala espontânea do povo. Não obedece rigidamente as normas gramaticais. Exemplo: Heloísa, nós vamos fazer um jantar, você quer dar uma mãozinha?

5. Linguagem Popular ou Vulgar: é também uma fala espontânea do povo, só que crivada de plebeísmos, isto é, expressões vulgares, grosseiras, redundantes(pleonasmo vicioso), palavrões e gírias; é tanto mais incorreta quanto mais inculta a camada social que a usa. Exemplo: A gente somos inútil!!!! Fala aí, mano! Qualé qui é a tua?

(Quanto às diferentes formas de expressão, a linguagem pode ser:)

6. Linguagem Falada: utiliza apenas signos vocais, a expressão oral; é mais livre, comunicativa e insinuante, pois as palavras são subsidiadas pela sonoridade e inflexões da voz, pelo jogo fisionômico, gesticulação e mímica; é prolixa. Exemplo: Alô! Oi, mãe! Tô te ligando pra avisar que vou chegar um pouco mais tarde hoje, tá? Um beijo! Tchau.

7. Linguagem Escrita: é o registro formal da língua(daí a dificuldade que muitos apresentam ao passar a linguagem falada para a linguagem escrita), a representação da expressão oral, utiliza-se de signos gráficos e de normas expressas; não é tão insinuante quanto a falada, mas é sóbria, exata e duradoura. Exemplo: Mãe, hoje chegarei um pouco mais tarde. Beijo. Ana

8. Linguagem Literária: é a língua culta em sua forma mais artificial e criativa, usada pelos poetas e escritores em suas obras. Exemplo: “Lá na rua em que eu pensava, tinha uma livraria bem do lado da farmácia. Todo mundo ia à farmácia comprar frascos de saúde. E depois ia do lado, pra comprar liberdade.” Mário Quintana.

Não se pode classificar os níveis de linguagem como “certos” ou “errados”.
Ainda que alguns jamais dominem o nível culto, não deixarão de comunicar-se bem. Outros precisam expressar-se de acordo com um padrão linguístico mais elevado devido ao tipo de profissão e ambiente em que vivem. O JARGÃO, por exemplo, é a linguagem típica de um grupo de profissionais que utiliza expressões e siglas próprias, como médicos, advogados, economistas. Exemplo: Senhor Cliente, o prazo para pagamento do IPVA foi prorrogado até o dia 15 de maio.
A GÍRIA é uma linguagem especial usada por certos grupos sociais, pertencentes a uma classe ou profissão( estudantes, marginais, surfistas, etc.). O uso de tal linguagem impede que estranhos tomem conhecimento do assunto tratado.
Exemplo: Ok! Então é só isso: uma Pepsi e um Xis? - Gírias usadas por um motorista de táxi que realizava tele-entrega de drogas em Porto Alegre. Pepsi significando cocaína e Xis, crack.






4 comentários:

  1. como eu coloco o nome do meu grupo?
    nós vamos fazer uma palestra sobre niveis de linguagem?

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  2. Linguagem Popular ou Vulgar: é também uma fala espontânea do povo, só que crivada de plebeísmos, isto é, expressões vulgares, grosseiras, redundantes(pleonasmo vicioso), palavrões e gírias; é tanto mais incorreta quanto mais inculta a camada social que a usa. Exemplo: A gente somos inútil!!!! Fala aí, mano! Qualé qui é a tua?

    A maneira que definiu e exemplificou a Linguagem Popular ou Vulga, além de ser muito agressiva é preconceituosa.

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  3. é tanto mais incorreta quanto mais inculta a camada social que a usa. Exemplo: A gente somos inútil!!!! Fala aí, mano! Qualé qui é a tua?

    CONCORDO, muito agressiva e preconceituosa.

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